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Porteiros de Auschwitz; animais não-humanos sentem!

Diante das atrocidades da Segunda Guerra e abalados com sua barbárie, um acordo de paz liderado por Estados Unidos e União Soviética na Conferência de Yalta, na Rússia em 1945, deu origem à Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH). Oficializado no dia 10 de Dezembro de 1948 este documento deu base para que o mundo pudesse pressionar países que descumprissem seus artigos.

Um pequeno passo para o Homem, um passo gigante para a Humanidade”, disse um astronauta em junho de 69 ao lado da escada do módulo lunar da Apolo 11 sobre a superfície lunar.
DUDH provém da mesma fonte, pequeno, simples, 30 artigos que pretendem preservar a dignidade humana. Ainda assim causam frisson em autoridades balelas.


No dia 7/7/2012, um grupo seleto de 25 cientistas de renome na área da neurociência, assinou um dos mais importantes documentos científicos deste século; a Declaração da Consciência de Cambridge. Nele afirmam que “animais não-humanos” possuem neurotransmissores capazes de transmitir emoções e sentimentos assim como os Seres Humanos.

[...] a consciência de si mesmo, a capacidade de se imaginar naquela cena, seja no passado ou no futuro. Há animais que parecem ter essa segunda forma, como o papagaio-cinzento. [A neurocientista norte-americana] Irene Pepperberg realizou um trabalho extenso com um papagaio dessa espécie, o famoso Alex, e ele exibia sinais de que de fato tinha consciência de si. Esse parece ser o caso de alguns primatas em certas circunstâncias, mas acho que limitar o conceito de consciência a essa segunda forma é uma armadilha em que muitos dos meus colegas podem cair. (http://www.altosestudos.com.br/?p=51966)


Cavalos sentem saudade, falta, angústia, podem entrar em depressão, se aborrecem, sentem ansiedade; uma égua pode ter traumas profundos ao ser afastada do seu filho, igualmente mães humanas. Quem me deixou afirmar essas coisas aqui acima foi Stephen Hawking, aquele cosmólogo britânico e portador de esclerose lateral amiotrófica, que faleceu em 2018; ele também assinou esta Declaração da Consciência.
Um grande amigo me disse que o amor sofre atentados. Eu concordo. Ghandi, Malcon, Lennon, Mariele, Mendes, Dorothy, Sabrina......numa contravenção aos DUDH. 70 anos após, mais de 200 noções, nem todos ainda o entenderam.


A Declaração da Consciência de Cambridge levará o mesmo tempo? Espero que não, dela nasce alguns frutos de possíveis soluções à degradação ao meio ambiente. Amar ao próximo como a ti mesmo não está mais no campo semântico apenas da nossa espécie.
As duas Declarações possuem duas fontes semelhantes:
a) prover condições mínimas de sobrevivência neste planeta;
b) Compaixão;
Para limpar uma rebarba de futuros críticos, segue um trecho do mestre Harari:

“Na essência, nós humanos não somos diferentes de ratos, golfinhos ou chimpanzés. Como eles, tampouco temos alma. Como nós, eles também têm consciência e um complexo mundo de sensações e emoções. É claro que todo animal tem traços e talentos exclusivos. Os humanos têm suas aptidões especiais. Não devemos humanizar os animais desnecessariamente, imaginando que são apenas uma versão mais peluda de nós mesmos. Isso não só configura uma ciência ruim, como igualmente nos impede de compreender e valorizar outros animais em seus próprios termos.” (Homo Deus, Yuval Noah Harari, pg, 135).


Animais sentem, como eles próprios sentem, não como nós. Investiguem.
Para finalizar, ainda Harari refletindo com a seguinte pergunta; devemos considerar os cães máquinas desprovidas de mente até prova em contrário, ou tratá-los como seres conscientes enquanto ninguém apresenta evidência contrária convincente?
Ou seja, Harari grita uma afirmação:
- Eu não quero ser o futuro porteiro arrependido de Auschwitz! Ahhhh....
Bastasse o artigo quinto da Declaração Universal dos Direitos Humanos para por fim a toda maldade aos Animais Humanos e Não-Humanos;
Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.


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