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Padrões São Como Trilhos de Trem

Acompanhar padrões comportamentais pode nos ajudar muito a entender um cavalo. Trabalhar com cavalos está mais próximo das ciências humanas do que qualquer outra ciência. Cada indivíduo possui uma particularidade de personalidade, de atitude e mesmo comportamento.

Temos as grandes normas da espécie, sabemos que são animais de fuga, são herbívoros, dispersos, possuem reflexo de oposição, sistema límbico complexo...etc. Além de tudo isso também temos características individuais. Alguns são mais ou menos medrosos, mais ou menos cooperativos, mais ou menos assertivos, mais ou menos difíceis. Outros cavalos tem muita dificuldade em aceitar determinados exercícios. Como pessoas, algumas são preguiçosas, outras hiperativas. Nada disso determina qualidade de ninguém, são características.


Padrões pode-se entender como blocos de comportamento que determinam uma personalidade. Todos já seguimos um padrão intuitivamente, sabemos quando nosso cavalo gosta de determinado exercício, ou quando foge de determinada situação. Isso é um padrão. Porém, nossos jovens cavalos estão formando sua personalidade, podemos induzir alguns padrões para que sejam mais cooperativos, concentrados ou a qualidade que procuramos. Procuramos padrões para que possamos encontrar um trilho de trem, um caminho, uma maneira de comunicação. Trilhos de trem que se cruzam, desnorteiam, descarrilham, perdem o sentido de onde ir.


Os cavalos mais difíceis, com personalidades mais fortes, ou mesmo problemáticos, são aqueles que não possuem estes padrões. Podem ser cavalos que não aprenderam uma comunicação, como também pode ter sido estimulado de diversas maneiras a ponto de não determinar um padrão. Por isso, mais claramente, o mundo equestre determina padrões de manejo como, avanço e recuo. Além de ser uma técnica eficiente no processo de aprendizado e comunicação com um cavalo, também é um padrão estabelecido para o trabalho técnico da própria equitação. Montar um cavalo é saber ensina-lo com uso apropriado do alívio, ceder à perna, encostar no bridão, descansar.
Foi descansando depois da fuga que o cavalo se sentiu recompensado.


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